Um blog de Moda e História

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

“Meu país é o mundo todo” #melissa






Como vocês viram, ontem fomos acompanhar o lançamento da última coleção da melissa, a Melissa Nation, aqui em Uberlândia, Minas Gerais. Quem já viu de perto a coleção deve estar, assim como o Pretty-à-Porter, com uma boa sensação de tudo. Bom, pra quem ainda não adquiriu nenhum sapato e não viu a revista Plastic Dreams edição inverno de 2014, não tem problema, nós contamos tudo para vocês.
A Melissa Nation celebra o multiculturalismo, uma boa jogada em ano de copa do mundo! Mas, mais que isso, unindo todas as etnias também parte em busca de nossa própria essência, que, nesse caso, não poderia deixar de ser uma busca coletiva. Isso você pode ver logo na capa da edição da Plastic Dreams. E o que tem dentro da revista? A procura dos sentidos, cores, estilos...

Chloe Norgaard, modelo americana capa dessa edição

Qual não foi minha surpresa quando logo nas primeiras  páginas vi que no texto da Erika Palomino estava lá citado meu grande escritor de pesquisas acadêmicas: Jorge Luis Borges. O texto intitulado “Uma nação em si” fala que:


“A coleção de inverno 2014 de melissa reforça o respeito mútuo entre pessoas de todas as origens, credos, etnias, nacionalidades e naturalidades. Cada vez mais presente em todas as partes do globo, Melissa Nation aborda questões como a busca ancestral, o nomadismo urbano e a cultura das ruas”


Precisava de prefácio mais instigante que esse?! Nós achamos que não, então vamos contar um pouquinho do que vêm por aí nessa coleção que ainda não chegou totalmente às lojas. Baseada no multiculturalismo a melissa buscou incorporar nessa coleção diferentes etnias, a Nação nada mais é que o povo, e o povo está em todos os lugares. O tema é a viagem, e quem viaja encontra muita gente, mas uma hora ou outra encontra a si mesmo. É nessa hora que o não-lugar acaba virando um lugar... Coisas da contemporaneidade!

Só uma prévia: os modelos Travellers são para as meninas românticas e trazem inspirações de Londres, Paris, Tóquio, Nova York. Lacinhos e fitas compõem essa categoria. A Guides baseia-se em um público mais antenado e alternativo (e a minha melissa Nation se enquadra nessa). As botinhas, os sapatos com salto mais quadrado, a coleção dos Campana. Temos também as Locals que estão ligadas a um visual moderno. Vai de melissas clássicas à coleção da Vivienne Westwood...


E se você achou que isso ainda é pouco, convido  para assistir o desfile da marca no São Paulo Fashion Week. Para começar só a passarela colorida de obstáculos já deixa entrever que a coleção desse ano não veio para brincadeira (ou veio). Esse é o primeiro desfile da marca no evento e o público pôde ver na passarela referências a países como o Brasil, China, Japão, Peru... A decoração tinha até mesmo uma versão da Bolsa Refraction que brilhava no escuro. Acompanha o vídeo aí!



A constituição do homem moderno começou por volta do século XIII, época em que Dante Alighieri, (exemplo de homem multifacetado, que era escritor, poeta, político...), escreveu: “Meu país é o mundo todo”. Foi preciso que se passassem vários séculos para que uma mulher, Virginia Woolf, escrevesse: “como mulher eu não tenho país, como mulher meu país é o mundo todo.” E você, quanto tempo vai esperar para escrever a sua própria história, agora que demos a deixa? Navegar é preciso, viajar é preciso, viver também! E se você achou essa coleção tão instigante como a gente, aguarde as próximas publicações sobre a História da Melissa e muito mais.
Beijos, Suelen.



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